INDOMÁVEIS FEROMÔNIOS CIBERNÉTICOS
SE VOCÊ É DAQUELES QUE JÁ VIVENCIOU AS MAIS ESTRANHAS, ABSURDAS, INCOERENTES, ESTAPAFÚRDIAS, LOUCAS HISTÓRIAS DE ENCONTROS VIRTUAIS QUE VIRARAM REAIS, (DANDO CERTO OU NÃO) EIS AQUI, AMIGO(A), SEU ESPAÇO PARA SE DIVERTIR, RIR E PARTILHAR ESSES MOMENTOS. ENTRE E FIQUE À VONTADE, AFINAL A CASA DOS INDOMÁVEIS FEROMÔNIOS CIBERNÉTICOS TAMBÉM É SUA.
quinta-feira, 10 de abril de 2025
quarta-feira, 9 de abril de 2025
terça-feira, 8 de abril de 2025
domingo, 20 de maio de 2012
M.I. PROCURA H.R.
- ... Sinto muito, muito mesmo...
Aparentemente e de maneira apressada essa frase pode ser
interpretada como uma desculpa para algo feito de errado ou até mesmo o término
de um relacionamento. Mas calma, incauto leitor, ela foi dita por um alguém
extremamente tomado por seus sentimentos.
O contexto faz toda a diferença.
Dias anteriores, ou melhor dizendo, meses. Wélcio ainda
tentava se recuperar de uma tremenda dor de cotovelo ao ver que sua namorada o
trocara por um bonitão da internet.
Tantos cuidados em forma de carinho e entregas plenas para
terminar com um mero scrap. Nem e-mail... Foi scrap mesmo, público e via Orkut.
A sorte é que a maioria de seus contatos já não mais utilizava o Orkut como
principal rede social.
De qualquer forma ficava o gostinho amargo de mais um
relacionamento indo para o espaço: nesse caso cibernético mesmo. Amargou bem
umas horas de dor. Já havia se predeterminado a não deixar doer mais que isso.
Ficava então a raiva e o desapontamento típico de quem
repensa o que poderia ter feito para isso não ter acontecido novamente.
Resolveu recomeçar embora tudo ainda estivesse estilhaçado dentro
de si. No entanto, homem que é homem não demonstra e já sai logo à nova caça
para não deixar sentir.
E lá foi ele como sempre nas salas de bate papo. Dessa vez
seria mais sacana, mentiria um pouco mais e se imporia em ideias e
posicionamentos em vez de concordar absurdamente com tudo o que o outro lado
lhe dissesse.
Partiu logo para um Nick que havia acabado de entrar:
M.I.procura. Iniciaram um diálogo e ele foi perguntando o que era M.I.procura.
Obteve a resposta: Mulher inteligente procura...
- Hum, procura o quê? Perguntou sagazmente.
-Procuro H.R. (Homem Rico) - com direito a risos no final.
- Pois então o encontrou, mas logo de cara vou dizendo que para
arrancar dinheiro de mim só sendo muito, mas muito inteligente mesmo... mais
risos.
Meio que em tom de brincadeiras, a conversa foi tomando um
rumo interessante. Obviamente regada a certos ilusionismos: aparência física,
profissão, cidades etc...
Muitos dias de conversa sempre com horas marcadas. Já
estavam no pé de trocar telefones, pois o ouvir seria muito mais interessante.
Ele apreciou a voz suave dela e ela a voz um tanto radiofônica dele.
Marcaram encontro após umas três ou quatro conversas sempre
longas e românticas. Por sorte moravam em cidades próximas. Ansiosos estavam
para ver se a mesma química rolaria no pessoalmente.
O meio de encontro seria a troca de detalhes nas roupas e o
número de celular como guia. Ela chegou primeiro contrariando as expectativas de
que mulher sempre se atrasa.
O noivo parecia ele que com um trânsito horrível, já havia
ligado dizendo estar a caminho. Quando por fim ele chegou ao local, ligou.
Ambos continuaram a se falar até que se depararam um em frente ao outro. Grande
surpresa os tomou:
- Bárbara, é você? Só a reconheceu pela voz.
-Wélcio!
- Sim sou eu. Mas que negócio é esse? Achei que estaria
perante uma loira alta, e...
- ..E eu perante um moreno de 1,90...
Ambos não podiam mesmo dizer nada a respeito das mentiras.
Ele, antes cheio de razão baixara a guarda, afinal não era nenhum rico Szafir e
ela nenhuma Xuxa milionária.
Saíram, conversaram e muitos pratos limpos foram lavados nas
explicações do motivo que os levou a mentir. Pareciam mesmo se combinar mais do
que nas mentiras antes ditas.
Apesar da decepção nas fisionomias algo de carinho surgiu em
meio à maré provisória de raiva momentânea.
Não vou dizer que hoje eles estão casados, mas continuam se
conhecendo e um tanto mais apaixonados do que no primeiro encontro. Parece que tudo
vai dar certo.
Andreia Cunha
sábado, 19 de maio de 2012
EMOTICONS TAMBÉM AMAM
Tudo começou com um emoticon. Aquela cara amarelinha dando
uma língua e fechando olhos, bem típica de quem aprontou e agora tira uma onda.
Pois é, foi a dita carinha que a fez lembrar que um dia um ex-namorado quase a
enlouqueceu com um gesto semelhante.
Era seu aniversário e ele havia pregado uma peça ao que ela
reagiu quase lhe dando uns tapas de doer. E agora ali, virtualmente a mesma
figura em forma de emoticon a reconduzia as portas passadas tão bem fechadas
dentro de si.
Fatalmente se apaixonaria. Era um novo amigo e ainda não
tinham se visto via web cam, mas a tal carinha denunciava certa simpatia. Ela,
entre meio sonhadora e desejosa, esbarrava no sonho e apetite dele. Sim apetite
por conhecer menina nova e ter novas possibilidades de encontro.
Ambos iam bem no papo e ele não a colocaria na parede para
vê-la em breve, visto que já havia declarado que ela mesma o faria quando se
sentisse segura. Preferia maiores contatos para se conhecerem antes do visual.
Para tudo o que fosse interessante na conversa ele
demonstrava seu estado de espírito com um emot, e ela adorava aquilo. Chegaram
mesmo a conversar sobre sensações e sentimentos expressos via MSN.
Ele declarou que fazia mesmo tais caras e bocas. Que até já
tinham lhe dito que tinha cara de emot e que talvez ele as fizesse de
propósito. Nada disso era verdade, óbvio. Quem em sã consciência ligaria em
ficar imitando caras e bocas de emoticons!
A curiosidade por parte dela foi ficando cada vez maior. Já
o vira em fotos, achava-o interessante e ele também demonstrava o mesmo ao
tê-la visto via face. Só faltava mesmo a coragem nela para dar o passo via web.
E não por falta de oportunidade isso haveria de ocorrer na
próxima conversa. Resolvida a colocar tudo na mesa, dali para frente decidiriam
se haveria de se prolongar para o real além das conversas virtuais.
Quando o convite foi enviado, ele logo de cara aceitou por
achar que já até havia passado mesmo da hora. Ela, ansiosa, esperava a imagem
na tela aparecer. E foi assim que uma nova paixão começou a se prefigurar para
além das telas do computador.
Com certeza marcariam um encontro. Caso fosse um baile a
fantasia já saberiam como se encontrar. Ambos de emoticon, ele piscando de um
olho com a língua para fora e ela tímida de bochechas avermelhadas.
Andreia Cunha
O SUCESSO EXPERIMENTAL EM SUCESSÃO VIRTUAL
Ela, uma menininha doce ingênua e pelas primeiras vezes no
universo virtual. Ele um lobo matreiro a cata da próxima vítima. Uma típica
história de Chapeuzinho Vermelho.
Não, mas não se iluda, caro leitor. Não iniciaria o blog com
uma história tão ordinária como essa. Sim, parecia ser mais um típico caso. Se
não fosse por algo que passou despercebido dos leitores desatentos: o ambiente
virtual.
Ali, ou aqui pois é o meio pela qual escrevo agora, tudo
pode ser transformado: reduzido ou ampliado para adquirir as proporções que se
quer.
Ela não era ela e ele não era ele. Ambos eram artistas ou
arteiros. Ela (ou ele disfarçado) estudante de psicologia realizava uma
pesquisa para seu trabalho de conclusão de curso. Ele (ou ela disfarçada)
apenas queria brincar com as mais improváveis possibilidades da inteligência da
pessoa com quem estaria conversando.
Queria perceber se alguém ultrapassaria as barreiras
virtuais e por meio de seu vocabulário chegaria a sua verdadeira identidade
genital; assim denominava essa empreitada maluca.
Enfim, dizem que quando o universo conspira a favor não há
vento que sopre contrário. E os ditos acabaram mesmo se topando nas ondas
virtuais desse imenso mar em fantasia. Ela denominou-se Rogério e Ele, Marcela.
A sala de bate papo estava cheia no dia em que ambos
adentraram. Seria um prato cheio para novas experiências, mas ao que parece a
maioria já estava mesmo embrenhada com seu nucleozinho comum.
De modo que não foi difícil se comunicarem após tantas
tentativas. Ela, Rogério, com o Nick TO AFIM e Ele, Marcela, com o Nick QUERO
COLO.
“To afim e quero colo bem que se combinam” investiu Rogério
ao que Marcela respondeu “é verdade, mas estou à procura de algo sério e de uma
amizade primeiro para conhecer melhor”.
Opa, tudo parecia e estava realmente se encaixando nos
papéis virtuais. Rogério, galanteador, conquistador e a todo custo lançando
suas investidas e Marcela interessada naquele tipo que bem daria um belo estudo
para seu trabalho de conclusão de curso.
Os encontros virtuais foram ficando mais e mais
interessantes e para isso trocaram MSN para que as conversas ficassem mais
íntimas ou próximas ou somente entre eles mesmos. O ritmo seguiria a partir
daí.
Óbvio que não se revelariam em seus e-mails verdadeiros e
para tanto criaram fakes a fim de que tudo parecesse seguir um curso natural de
encontro. Lá foram para os e-mails: Ela, Rogério, asteroideprocura@hotmail.com e
Ele, Marcela, amoramora@hotmail.com.
O difícil seria manter tudo isso. Ambos tinham que fazer
fluxogramas para saber o que foi dito anteriormente para não caírem em
contradições. Aquilo dava trabalho...
Quando Ela cansou da brincadeira passou a não mais entrar no
MSN. Já estava satisfeita ao saber que conseguira enganar alguém e já não mais
tinha o mesmo gosto de antes.
Quando Ele tinha material suficiente para seu trabalho de
conclusão de curso se afastou pois teria que se dedicar a tanto material
interessante a qual já possuía.
Só que por ironia do destino, hoje ambos se encontraram
apesar de passados anos do ocorrido. Ele em seu consultório e ela paciente que
pelo jeito ainda guardava resquícios daquela época que deveriam ser resolvidos.
Se se descobririam? Ah, isso já é outra história...
Andreia Cunha
ESTE É O MEU MAIS NOVO BLOG. SE VOCÊ É DAQUELES QUE JÁ VIVENCIOU AS MAIS ESTRANHAS, ABSURDAS, INCOERENTES, ESTAPAFÚRDIAS, LOUCAS HISTÓRIAS DE ENCONTROS VIRTUAIS QUE VIRAM REAIS, EIS AQUI AMIGO(A) SEU ESPAÇO PARA SE DIVERTIR, RIR E PARTILHAR ESSES MOMENTOS. ENTRE E FIQUE À VONTADE, AFINAL OS INDOMÁVEIS FEROMÔNIOS CIBERNÉTICOS TAMBÉM É SUA CASA.
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